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8 de fev de 2011

Ela acreditou muito, ela amou muito, deu sua vida por um amor, passou por cima de qualquer coisa e qualquer pessoa que quisesse botar um ponto final nisso tudo. Mas quem ela mais amava - a razão de todas as suas revoltas - botou esse ponto. Essa doce menina então virou a mais cruel inimiga do seu coração. Passou a odiar quem amava, passou a acreditar que tudo que ela havia vivido era em vão, passou até mesmo a chorar. Cada dia ela agia de forma diferente, tinha dias que ela chorava pela dor que acumulava, outros dias ela chorava de raiva, outros ela vivia por viver e outros ela vivia intensamente, mas sempre com aquela dor - que não deixava ela respirar - ali. Essa menina chegou a pensar em se matar. Pensou que nada mais haveria sentido na vida dela, pensou por dias, que ninguém se importava com ela... pensou até que ela era o maior erro do mundo. Talvez ela até fosse o maior erro do mundo, mas um erro que ficou muito mais errado depois daquele amor. Aquele amor que fez ela ser única, talvez a pessoa mais feliz do mundo por alguns minutos. Ela tinha se infeitiçado por aquele menino, ela tinha apostado todas as suas fichas naquele "amor". Depois de tantas idas e vindas aquela menina estava ainda de pé. Com muita dificuldade ela tava de pé. No mundo dela, tudo estava desmoronando, nada estava no lugar. Aquele menino havia matado todas as chances dela ser feliz. Havia matado aquela menina, agora ela era uma mulher, fria. Sim, depois de tudo, ela se tornou fria, ela se tornou sem coração, depois de meses... nem chorar ela sabia mais. Tudo era muito monótomo. Tudo parecia ser muito igual. Pra qualquer lugar que ela olhava, um retrato obscuro não deixava ela seguir em frente.

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